A estética-técnica deturpou o ideal de interpretação subjetiva e da plurisignificação da arte moderna para expressar a complexa realidade humana limitando-a à indústria cultural, transformando os amantes da arte em hedonistas “vaidosos”. Picha-se um anime bebendo coca-cola, e a mídia divulga-o quase dizendo, não o interprete, consuma-o. É certo fazê-lo pois é a nova e mais original arte. Sabe-se que moda é arte, mas não por que. “Não vivemos de acordo com a razão, mas de acordo com a moda” (Sêneca). Não se sabe, mas por que se faz, apenas faça-o! Just do it! Apenas faça-o porque você quer! Porque você gosta. E os apetites nos perdem à vontade de quem divulga estes ideais.
NOVA POESIA quarta-feira, set 9 2009
Uncategorized 5:22 pm
CRÍTICA AOS (displiscentes intelectuais) FORA DA MASSA sexta-feira, ago 28 2009
Uncategorized 6:49 pm
A atitude do público que, pretensamente e de fato, favorece o sistema da indústria cultural, é uma parte do sistema, não sua desculpa.
(Adorno e Horkheimer, Dialética do Esclarecimento)
O homem é responsável por seus atos, mas o intelectual tem a responsabilidade de lhe advertir de que ele o é.
A consciência advém do saber, não dos sentidos, logo ela não é inata. Pode ser apreendida autodidaticamente ou pelo ensinamento doutrem, meio que é mais é mais freqüente, porém sofreu preconceito em toda a história, embora formalmente seja um ideal. Por tal motivo é renegado pela maioria da população mundial (cuja causa é a falta desta mesma consciência), principalmente nos países do hemisfério sul, onde quanto menor a classe social, maior a diferença entre a maioria ignorante e a minoria conscientizada.
O fato de a conscientização pelo autodidatismo ser minoritário pode ter causa biológica casual. No entanto, pouco importa o motivo, pois sabê-lo é, no contexto social contemporâneo, dispensável. Deve-se agir, tornar cônscios os que por ignorância, são socialmente irresponsáveis, e, consequentemente, economicamente manipulados.
MANIFESTVM NOVÆ SCIENTIÆ terça-feira, ago 11 2009
Uncategorized 7:44 pm
Não se pode absolutizar nada, nada mesmo, nem a incapacidade do homem de tudo conhecer, que não é inerente à vilania e ao oportunismo humanos. Pois como tudo que existe e é desconhecido
é infinitamente variado, também há uma variedade infinita de formas de racionalmente conhecer. É uma erro restringir a ciência apenas ao seu “oficial” início: o Iluminismo.
Há muitos meios de se conhecer através da ciência, e o positivismo foi só o início dessa bela jornada, mas por ser “recém-nascida” teve uma inocente prepotência, porém, houve quem não a perdoou e condenaram-na a ficar obsoleta, em vez de corrigi-la, restrita a maus usos para fins burgueses.
Contudo, eis a nova ciência, que se algo vê, não predetermina, apenas descreve e calcula as probabilidades; e se afirma, sempre observa que é efêmera a afirmação, e isso não é uma atitude fálica, senão saber realmente viver como um ser pensante, sem a nada se prender, a não ser no que por si já foi feito, aceitando a mutabilidade contingente da complexa pluralidade do real, sem determinar a diferença entre físico e metafísico, mas ambos ainda como desconhecidos e incertos, podendo ser uma só coisa.
PAPEL E CANETA terça-feira, ago 11 2009
Uncategorized 7:17 pm


Papel e caneta:
Sinônimo de inutilidade
O agir medíocre é a força do progresso
O cinismo dos honrados é a opressão dos valores singulares
Quero, logo existo
Mas como querer sem ver?
Enquanto escrevo me destaco
Eu ainda chegarei ao ápice dos inúteis.